"e falta sempre uma coisa, um copo, uma brisa, uma frase... E a vida dói quanto mais se goza, e quanto mais se inventa..." Fernando Pessoa

Domingo, Março 30, 2003

-- Absurdo! --

O Caetano, do Pecado, postou e eu fui conferir.

eBay Auction:

At the present time we will not honor bids from Canada, Mexico, France, Germany or any other country that does not support the United States in our efforts to rid the world of Saddam Hussein.

Isso quer dizer que como essa empresa é filiada ao Ebay (site de leilões), não pode aceitar ofertas de habitantes de países que não apóiem a ofensiva americana contra Saddam Husseim.
Acredite se quiser!






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-- Droga! --

Fico profundamente irritada com o blogger.com.br qdo deixo aberta por algum tempo a janela pra postar e ele não me permite fazê-lo, precisando refazer login.
Saco!
No blogspot não é assim!



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-- do baú --

Gosto muito dessa estorinha; acho q mostra bem a natureza humana :)
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O velho, o menino e o burro
Adaptação
Um velho e um menino levaram um burrinho para vender no mercado. Os dois iam a pé puxando-o pelo cabresto. Queriam que o burrinho chegasse descansado para impressionar os compradores.
Um viajante, ao avistá-los, exclamou:
-- Esta é boa, um pobre velho a pé, levando um animal vazio! Há cada gente caduca nesse mundo!
O velho achou que o viajante tinha razão e, montando no burrinho, ordenou ao menino que seguisse a pé.
Contentar o mundo era difícil. Isto ele compreendeu ao passar perto das lavadeiras, que esfregavam roupa no córrego.
-- Por Deus, disseram elas! O marmanjo montado e o pobre menino a pé. Há gente malvada nesse mundo de Cristo...
"Elas têm razão", pensou o velho e mandou que o menino subisse à garupa.
"Quero só saber o que dizem agora".
Ficou sabendo logo. O estafeta do correio passou por eles e exclamou:
-- Ignorantes! Querem vender o animal e montam os dois de uma vez... assim, quem chega ao mercado não é mais burrinho; é sombra de burrinho.
-- Ele tem razão, não podemos judiar do animal. Eu apeio e você, que é levezinho, vai montado.
Assim fizeram. Andaram em paz até o encontro com um vaqueiro que tirou o chapéu cumprimentando o menino:
-- Bom dia, príncipe!
-- Por que príncipe? -- perguntou o menino.
-- Ora, só príncipe anda assim montado, com o lacaio conduzindo o animal.
-- Lacaio, eu? -- esbravejou o velho. -- Que desaforo! Desça, desça menino, e carreguemos o burro às costas. Isto talvez contente o povo.
Mas nem assim. Um grupo de rapazes, vendo o estranho espetáculo, comentou com vaias.
-- Hu!... Hu!... Vejam os três burros. Resta saber qual deles é o mais estúpido!...
-- Sou eu -- replicou o velho, colocando o burro no chão. -- Daqui em diante, farei o que minha consciência mandar, já que morre doido aquele que procura contentar a toda gente...



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Sábado, Março 29, 2003

-- Telefone --
Ele chegou que era só felicidade, com o papel balançando nas mãos...
-- A Mariana me deu o telefone dela!
E mostrou, numa folha de caderno, os números, em letras garrafais.
-- Então, vou escrever aqui "Mariana", tá?
-- Mas o que você escreveu mais?
-- Amiga do Caio. Assim, se acharem o papel em sua casa, já sabem de quem é o número do telefone.
No dia seguinte ele havia jogado o papel no lixo, alegando que um colega havia ligado para aquele número e não era o da Mariana.
Foi dissuadido a pegar de volta o papel e telefonar.
À tarde me ligou:
-- Consegui falar com a Mariana!
Ainda há pouco precisou passar aqui em casa, parada estratégica, porque estava com dor-de-barriga, a caminho da festa de aniversário de Mariana.
E pensar que ele só tem 5 anos...


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Sexta-feira, Março 28, 2003

-- Poesia --

Digo sim
Ferreira Gullar

Poderia dizer
Que a vida é bela, e muito,
E que a revolução caminha com pés
/de flor
Nos campos de meu país,
Com pés de borracha
Nas grandes cidades brasileiras
E que meu coração
É um sol de esperança entre pulmões
E nuvens

Poderia dizer que meu povo
É uma festa só na voz
De Clara Nunes
No rodar
Das cabrochas no carnaval
Da avenida,
Mas não. O poeta mente.

A vida nós a amassamos em sangue
E samba
Enquanto gira inteira a noite
Sobre a pátria desigual. A vida
Nós a fazemos nossa
Alegre e triste, cantando
Em meio à fome
E dizendo sim
em meio à violência e à solidão dizendo
sim -
Pelo espanto da beleza
Pela flama de Teresa
Pelo meu filho perdido
Neste vasto continente
Por Vianinha ferido
Pelo nosso irmão caído
Pelo amor e o que ele nega
Pelo que dá e que cega
Pelo que virá enfim,
Não digo que a vida é bela
Tampouco me nego a ela:
- digo sim.


Eu também :)


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Quarta-feira, Março 26, 2003

-- Coisas que só acontecem comigo --

O modem, de uma hora pra outra, resolveu ficar repetindo que não havia sinal de linha. Resolvi respeitar sua decisão de não mais conectar (-me) e fui comprar outro. Passei DOIS dias (numa média de 12 horas por dia) tentando instalar o driver do modem novo. Nada!
Tive de voltar à loja e trouxe um (suposto) LG que se auto-instalou (quase) de primeira...
E não é a primeira vez que isso acontece comigo!
Aí....
O modem NÃO conecta com um dos provedores... com o outro (que não é ilimitado) ele conecta numa boa...
Último recurso: ligar para o suporte. Falei com três pessoas diferentes numa mesma noite e NÃO FUNCIONOU!
Alguém aí já ouviu falar de modem seletivo?



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Domingo, Março 09, 2003

-- Poesia --

O idioma que falo
- José P. di Cavalcanti Jr. -

Um oceano,
o idioma que falo,
com o qual (me) rasuro.
Dou-me às praias de onde,
como se por espelhos,
vejo a minha falta de alfabetos
mas sempre retorno
para que por sobre minhas feridas
flutuem nenúfares.

Porém, escrever, o quê,
se nem sei se no mar
existem ninfeáceas?

Texto 957, aqui.





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Sábado, Março 08, 2003

-- Minha homenagem às mulheres --

Porque acredito que ser gente
está acima de ser mulher,
Porque acredito no ser,
acima do poder.
E, acima de tudo,
porque acredito que nosso dia
tá no dia-a-dia,
com nossos hormônios que,
dizem,
podem alternar-se a cada 45 minutos

Beijo pras mulheres da família, da casa, dos blogs, dos arredores, ...


GENTE
(Caetano Veloso)

Gente olha pro céu
Gente quer saber o um
Gente é o lugar
De se perguntar o um
Das estrelas se perguntarem se tantas são
Cada estrela se espanta à própria explosão
Gente é muito bom
Gente deve ser o bom
Tem de se cuidar
De se respeitar o bom
Está certo dizer que as estrelas estão no olhar
De alguém que o amor te elegeu pra amar
Narina Bethânia Dolores Renata Leilinha Suzana Dedé
Gente viva brilhando estrela na noite
Gente quer comer
Quente quer ser feliz
Gente quer respirar ar pelo nariz
Não meu nego não traia nunca essa força não
Essa força que mora em seu coração
Gente lavando roupa amassando pão
Gente pobre arrancando a vida com a mão
No coração da mata gente quer prosseguir
Quer durar quer crescer gente quer luzir
Rodrigo Roberto Caetano Moreno Francisco Gilberto João
Gente é pra brilhar não pra morrer de fome
Gente deste planeta do céu de anil
Gente não entendo gente nada nos viu
Gente espelho de estrelas reflexo do esplendor
Se as estrelas são tantas só mesmo amor
Maurício Lucilla Gildásio Ivonete Agripino Gracinha Zezé
Gente espelho da vida doce mistério




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Terça-feira, Março 04, 2003

-- Filme e livro --

Tõ há um tempão lendo O Carteiro e o Poeta, do Skármeta, que ela emprestou pras meninas.
Um tempão porque tô saboreando...não quero que acabe :)
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- Don Pablo?
- Você fica aí parado como um poste.
Mario retorceu o pescoço e procurou os olhos do poeta indo de baixo para cima.
- Cravado como uma lança?
- Não, quieto como uma torre de xadrez.
- Mais tranqüilo que um gato de porcelana?
Neruda soltou o trinco do portão e acariciou o queixo.
- Mario Jiménez, afora as Odes elementares, tenho livros muito melhores.
É indigno que você fique me submetendo a todo tipo de comparações e metáforas.
- Como é, Dom Pablo?!
- Metáforas, homem !
- Que são essas coisas?
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e por aí vai.

disseram: "O Carteiro e o Poeta" é mais do que um filme, é uma poesia. Uma
poesia falando de outra, o poder da metalinguagem. O poder do sentimento, a ingenuidade
de um carteiro que amou um poeta e fez dele poesia. /.../ traz à
tona a teoria de que a poesia não pertence a aqueles que a escrevem e, sim, aos que dela
precisam.



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Sou privilegiada: tenho amigos especialíssimos.

A próposito do nascimento da Ana, alguns posts abaixo, o Jédison enviou esse mail, do qual retirei esse relato:


"Quando ganhei a primeira lapiseira foi um sucesso. Era daquelas de ponta finíssima, tão comum hoje em dia. Mas eu me sentia no topo da tecnologia: ter um lápis que não precisava apontar nunca!

Lembro do fato com ricos detalhes e principalmente daquela sensação.

É um cheiro de "novo" sem ter cheiro algum. É tipo uma coceira, sem ser coceira, que dá dentro da gente e nos faz rir. Nossa visão se turva e quando ela rola, percebemos que era apenas uma lágrima que, na emoção do momento, nem tinhamos nos dado conta. Tinhamos que recolher e guardar essas lágrimas, jóias que são.

Era uma lapiseira verde, com a ponta prateada e que de vez enquanto virava um foguete lançado de cima da minha classe, ou melhor, da minha base de lançamento e que com facilidade alcançava a lua, visitava Marte e outros planetas conhecidos nas aulas de ciências.

Ou então, combinada com a régua, virava um avião que dava razantes sobre a mesa e me levava para todos os lugares que eu queria. Se sobrevoava o mar, lançava a minha borracha, que se transformou muitas vezes em bote salva-vidas.
Era mesmo uma novidade magnífica.

À medida que cresci esses momentos foram diminuindo, e com o tempo emoções assim se tornam cada vez mais raras. Dificilmente sinto aquela vontade de pular e agitar os braços. Meus pés já não parecem mais descolar-se do chão com tanta facilidade e minha visão dificilmente se turva.

A primeira vez que voei foi quando já estava na Aeronáutica e, sinceramente, não me pareceu uma novidade. A sensação que tive perdeu de longe para o balanço e para a gangorra da pracinha. Talvez por causa dos sonhos, nos quais eu voava com as minhas próprias asas e não com as asas emprestadas de um avião.
Trocaria qualquer jato pela minha lapiseira verde."





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-- a midi --
Pra quem ouve e não conhece,
a mid tocando aí é Mistérios.
Coincidentemente a página de abertura d´Essas mulheres... tb toca Joyce :)
A letra,a seguir:

MISTÉRIOS
Maurício Maestro e Joyce


Um fogo queimou dentro de mim
E não tem mais jeito de se apagar
Nem mesmo com toda a água do mar
Preciso aprender os mistérios do fogo
pra te incendiar
Um rio passou dentro de mim
que não teve jeito de atravessar
Preciso um navio pra me levar
Preciso aprender os mistérios do rio
pra te navegar

Vida breve natureza
Quem mandou coração
Um vento bateu dentro de mim
E eu não tive jeito de segurar
A vida passou pra me carregar
Preciso aprender os mistérios do mundo
pra te ensinar




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-- Novo blog --
Tá estreando o blog de um carinha que eu curto muito ler.
aqui.


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e o Fernando, hem?
Pelo menos três de seus filhos têm blog, como ele conta :)
Família que bloga unida.... :)))



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Achei bem interessante esse post no blog dele

O Cobertor Mágico
Daniel Caetano

"Estou na cama, abro os olhos. O quarto na penumbra, um fino faixo de luz penetra pela fresta da porta... uma luz que torna as sombras ainda mais assustadoras.
Um barulho na janela... Será algum monstro? Deus! Tem um monstro rondando minha casa... Minhas mãos apertam o cobertor... Eles podem entrar a qualquer momento.
Mais ruídos no quintal. Certamente são monstros. E devem ser vários, porque o outro barulho foi nas plantas no fundo do quintal... ele não ia conseguir ir tão rapido da janela até as plantas! Ou ia? Será que é um monstro tão rapido?
Provavelmente são muitos monstros muito rápidos. O que estava na janela foi até as plantas para contar aos outros que me viu. Ai... será que eles vão entrar?
Silêncio.
Estão tramando algo. Não desistem assim tão fácil.
Será que devo ir até o quarto de mamãe? Hummm... Não. Pode ser que eles já estejam dentro de casa... vai que eles me pegam no corredor? Não! Melhor não.
Ai... essa luz... A qualquer momento deve aparecer a sombra de um deles... A porta mexeu um pouco! Tenho certeza! Será que são eles? Mas não fizeram nenhum barulho... Estão cautelosos hoje... certamente vão me pegar... agarro com mais força o cobertor.
Mas será que eles já não entraram enquanto eu não prestava atenção na porta? Ai! E se estiverem em baixo da minha cama? A qualquer momento uma mão pode sair e me pegar... ai... o que eu vou fazer?
Vagarosamente, me cubro com meu corbertor... pois assim sei que eles não me verão. Se não me virem talvez vão embora e não me incomodem...
O sono vem, e vai... e quando percebo, estou acordando..."

Essa é uma noite muito típica de muitas crianças. O que me intriga é que seja o dia-a-dia típico de muitos adultos também.
Terrível.





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Domingo, Março 02, 2003

Minhas boas-vindas à Ana

filha da Marta e do implicante fri, amigo muito querido.
Gracinha, né?
:)



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Conselho de amigo:
"Façam um abaixo assinado e levem para o RJ o procurador federal Ronaldo Albo. O cara é o bicho!!!"
Amigo MESMO! Porque o que eu tinha proposto era enviar dona Rosinha pro Espírito Santo. Amém.
:)))))))


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pois é....
cara nova (do blog!!!!) e uns mimos que ela disse:
"tá linda sim , a sua cara !
a expressão da mulher com olhos no além, o tom suave, muito céu, nuvens, vôos, azul, tá muito legal sim"
Bom, né? :)))))))


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sabe lá... :))))))


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agora só falta conteúdo :)))


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outra vez


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